Fase africana do Campeonato Mundial Escolar de Xadrez termina em Stellenbosch
Xadrez Escolar · Atualização Final
Depois de oito rondas disputadas, a Uganda conquistou o primeiro lugar da fase continental africana.
Oito rondas, um só campeão
A fase continental africana do FIDE ISCF World Schools Team Championship 2026 chegou ao fim depois de oito rondas disputadas em ritmo rápido, com 45 minutos por jogador e 10 segundos de incremento a partir do primeiro lance. A competição, organizada pela FIDE em parceria com a ISCF, teve como árbitro-chefe o internacional Gunther van den Bergh, com Emmanuel Adeyemi Olalekan como árbitro-chefe adjunto, e reuniu em Stellenbosch 26 equipas escolares, com uma idade média de apenas 12 anos entre todos os participantes.
No total, mais de 130 jogadores, provenientes de 26 federações africanas, estiveram envolvidos na competição. Alguns países, como a África do Sul, o Zimbabué e a Botswana, chegaram a inscrever mais do que uma escola, o que elevou o número de equipas para além do número de países efetivamente representados, uma marca do interesse crescente pelo xadrez escolar em várias regiões do continente.
No topo da classificação ficou a Uganda, representada pela Sr. Miriam Duggan Primary School, que somou seis vitórias e dois empates sem qualquer derrota ao longo de todo o torneio. A Kenya (Moi Nyeri Complex Primary School) terminou na segunda posição, seguida pela África do Sul, através da Welgemoed Primary School, no terceiro lugar.
| Posição | Equipa | Vitórias | Empates | Derrotas |
|---|---|---|---|---|
| 1º | Uganda, Sr. Miriam Duggan Primary School | 6 | 2 | 0 |
| 2º | Kenya, Moi Nyeri Complex Primary School | 5 | 3 | 0 |
| 3º | África do Sul, Welgemoed Primary School | 4 | 3 | 1 |
| 14º | Moçambique, Colégio Arca do Saber | 3 | 2 | 3 |
O fecho de contas do Colégio Arca do Saber
A equipa moçambicana terminou a sua participação na 14ª posição entre as 26 equipas em prova, com um registo de três vitórias, dois empates e três derrotas ao longo das oito rondas. Na sétima ronda, disputada no dia 10 de julho, o Moçambique venceu Botswana, representada pela Curro Baobab, antes de ceder à Tanzânia, da Aga Khan School, já na ronda final.
Um percurso equilibrado, que colocou a equipa moçambicana praticamente a meio da tabela geral, numa competição onde a diferença entre os lugares intermédios se manteve reduzida até à última ronda.
O percurso ronda a ronda
| Ronda | Adversário | Resultado |
|---|---|---|
| 1ª | Zimbabué, Budiriro 4 Primary School | Derrota (0 – 4) |
| 2ª | Lesoto, St. Stephen’s Diocesan High School | Empate (2 a 2) |
| 3ª | Suazilândia, Hillside High School | Empate (2 – 2) |
| 4ª | Camarões, College Bilingue Prive Laic La Gra | Vitória (4 a 0) |
| 5ª | África do Sul, Virginia Preparatory School | Derrota (1-3 |
| 6ª | Marrocos, Theophile Gautier School | Vitória (4 – 0) |
| 7ª | Botswana, Curro Baobab | Vitória (3½ – ½) |
| 8ª | Tanzânia, Aga Khan School | Derrota (0 – 4) |
O melhor momento da equipa aconteceu precisamente a meio da competição, com as vitórias sobre Camarões, na quarta ronda, e Marrocos, na sexta, ambas por um categórico 4 a 0. Depois de um arranque difícil, marcado pela derrota diante do Zimbabué na primeira ronda, o Colégio Arca do Saber conseguiu equilibrar as contas, terminando a fase africana com o mesmo número de vitórias e derrotas.
A representação moçambicana em números, tabuleiro a tabuleiro
| Tabuleiro | Jogador | Jogos disputados | Vitórias individuais | Aproveitamento |
|---|---|---|---|---|
| 1 | Silva, Sanes Lacerda | 7 | 3 | 42,9% |
| 2 | Dima, Marlon | 7 | 4 | 57,1% |
| 3 | Zilo, Even Lion Mulieca | 6 | 2 | 41,7% |
| 4 | Silva, Dinema Geraldo | 6 | 3 | 50% |
| 5 | Tivane, Eunilton Agostinho | 6 | 4 | 66,7% |
Uma participação que fica marcada
Ao longo de uma semana de competição, Moçambique, sob a capitania de Dionísio António Mariano, enfrentou equipas de oito países diferentes: Zimbabué, Lesoto, Suazilândia, Camarões, África do Sul, Marrocos, Botswana e Tanzânia, um leque de adversários que reflecte bem a diversidade e a exigência desta fase continental. O treinador Hamid Harmon Gulamo Jamal acompanhou toda a competição à distância, através de assistência online, mantendo viva a ligação técnica com os seus atletas apesar de não ter podido viajar até à África do Sul.
Com o encerramento desta fase africana, a atenção do calendário internacional volta-se agora para as restantes fases continentais do World Schools Team Championship 2026, e mais tarde para a grande final mundial, prevista para dezembro. Para o xadrez escolar moçambicano, a experiência acumulada em Stellenbosch, ao lado de escolas de países com tradições de xadrez mais consolidadas, fica como mais um passo na construção de uma presença regular nos principais palcos do xadrez internacional.
Moçambique encerra a sua participação na fase africana do Campeonato Mundial Escolar de Xadrez com um saldo equilibrado, num torneio disputado ao lado de escolas de mais de vinte países africanos. Fica o desafio de transformar esta experiência internacional em novas oportunidades para os jovens jogadores do país.
