| |

Baby Shark: como um vídeo infantil de 90 segundos criou um negócio de US$ 400 milhões

Baby Shark: o vídeo infantil de 90 segundos que virou um negócio de US$ 400 milhões

Em junho de 2016, quando Kim Min-seok autorizou a publicação de um simples clipe musical infantil com apenas 90 segundos, nada indicava que estava a dar início a um dos maiores fenómenos da história da internet.

O vídeo tornou-se o mais visto de sempre no YouTube, ultrapassando a marca dos 16 mil milhões de visualizações, e transformou a sua criadora, a empresa sul-coreana Pinkfong, num negócio de media avaliado em mais de US$ 400 milhões.

Baby Shark no YouTube
Baby Shark tornou-se o vídeo mais visto da história do YouTube.

De música infantil simples a fenómeno global da internet

A música Baby Shark conquistou crianças em todo o mundo e, ao mesmo tempo, tornou-se famosa por irritar adultos. A sua melodia repetitiva e ritmo acelerado explicam parte do sucesso.

“É como uma música de K-pop. Rápida, ritmada e viciante”, afirmou Kim Min-seok em entrevista à BBC.

Segundo especialistas em media, a repetição simples facilita a memorização e incentiva as crianças a assistir ao mesmo vídeo várias vezes, um factor decisivo para o crescimento explosivo das visualizações.

Escritórios da Pinkfong
A Pinkfong cresceu de uma pequena startup para uma empresa global.

O momento decisivo que levou Baby Shark à viralização

O sucesso não foi imediato. O vídeo começou a ganhar tração quando a coreografia foi apresentada em eventos infantis no Sudeste Asiático. Rapidamente, gravações de crianças e adultos a dançar espalharam-se pelas redes sociais.

Em novembro de 2020, Baby Shark tornou-se oficialmente o vídeo mais visto do YouTube, superando recordes históricos da plataforma.

Durante vários anos, Baby Shark representou cerca de metade da receita da empresa, funcionando como motor para novos conteúdos, produtos e franquias.

De pequena startup a empresa avaliada em centenas de milhões

A Pinkfong foi fundada em 2010 com o nome SmartStudy. No início, tinha apenas três funcionários e operava num espaço extremamente reduzido.

Com o tempo, a empresa redefiniu o foco para conteúdos educativos simples destinados a crianças pequenas. Em 2022, passou a chamar-se The Pinkfong Company.

Na estreia na bolsa sul-coreana, as ações subiram mais de 9%, atribuindo à empresa uma avaliação superior a US$ 400 milhões.

O futuro da Pinkfong para além do fenómeno Baby Shark

Embora Baby Shark continue a ser a marca mais conhecida, a empresa investe em novas franquias como Bebefinn e Sealook, que já representam uma parte significativa da receita.

O desafio agora é provar aos investidores que o sucesso não depende de um único fenómeno viral, mas de uma estratégia sustentável baseada em dados, tecnologia e conteúdos educativos.

O caso Baby Shark mostra como, na economia digital, um vídeo curto e aparentemente inocente pode dar origem a um império global.

Posts Similares

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *