Mónica Macías: A Rapariga Negra de Pyongyang
A história de Mónica Macías desafia qualquer lógica geográfica ou política. Nascida na Guiné Equatorial, ela é filha de Francisco Macías Nguema, o primeiro presidente do país. Em 1979, perante a instabilidade política que culminaria na execução do seu pai, Mónica foi enviada ainda criança para a Coreia do Norte, onde viveu sob a proteção direta do dirigente Kim Il-sung.
Uma infância sob a tutela de Kim Il-sung
Diferente de qualquer outra criança africana da sua época, Mónica foi educada em colégios militares de elite em Pyongyang. Ela cresceu falando coreano fluentemente, absorvendo a ideologia Juche e vendo Kim Il-sung não como um ditador distante, mas como uma figura paterna (“Avô Kim”). A sua identidade foi forjada no coração de um dos regimes mais fechados do planeta.
Black Girl from Pyongyang
No seu livro autobiográfico “Black Girl from Pyongyang”, Mónica relata o choque cultural inverso que sentiu ao sair da Coreia do Norte já adulta. Ao viajar para a Europa e Coreia do Sul, ela teve de reconciliar a imagem do “paraíso” onde cresceu com a visão global sobre as atrocidades cometidas pelo regime e pela ditadura do seu próprio pai na Guiné Equatorial.
O Legado de uma Cidadã do Mundo
Após décadas de anonimato e procura pela sua própria história, Mónica Macías viveu em Madrid, Nova Iorque e Seul. Hoje, ela é uma ponte viva entre culturas que raramente se tocam, usando a sua voz para questionar preconceitos e mostrar que a identidade humana é muito mais complexa do que as fronteiras ideológicas permitem ver.
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