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Paradoxo de Zenão — Aquiles e a Tartaruga
Filosofia & Paradoxos

O Paradoxo de Zenão — Aquiles e a Tartaruga

Zenão de Eleia propôs paradoxos para mostrar problemas no conceito de movimento e continuidade. Neste post vamos explicar o paradoxo mais famoso — Aquiles e a Tartaruga — e oferecer uma pequena simulação que ilustra por que a intuição pode enganar.

Enunciado (versão curta): Aquiles, o corredor veloz, dá à tartaruga uma vantagem de certa distância. Aquiles corre mais rápido, portanto alcançará a tartaruga. No entanto, Zenão argumenta que, antes de alcançar a tartaruga, Aquiles deve primeiro alcançar o ponto onde a tartaruga estava; mas enquanto ele percorre essa distância, a tartaruga avança mais um pouco; repetindo esse argumento indefinidamente, Aquiles nunca a alcançará.

“Se o movimento existe, então qualquer movimento parece exigir a passagem por infinitos pontos; portanto, o movimento é impossível.” — resumo do raciocínio de Zenão

Por que isso soa paradoxal? A intuição moderna diz: velocidade maior + tempo suficiente = alcançar. Mas a divisão infinita do percurso (0.5, 0.25, 0.125…) faz parecer que há “infinitas tarefas” a completar. O truque está em como tratamos o infinito — uma soma infinita de termos cada vez menores pode ter um valor finito (uma série convergente).

Solução matemática (essência): Se a distância inicial for d e a razão de velocidades for tal que a tartaruga sempre percorre frações decrescentes do trajeto, a soma das distâncias restantes forma uma série geométrica com soma finita. Ou, em termos de tempo, o tempo necessário para cada etapa também forma uma série convergente — portanto, o tempo total para alcançar a tartaruga é finito.

Simulação: Aquiles vs Tartaruga

A
T

Nota: esta simulação é uma ilustração discreta do movimento contínuo; reduza o passo para aproximar o contínuo.

Resumo Rápido

Zenão desafia a noção intuitiva de movimento por meio do infinito divisível. A matemática moderna (análise e séries) resolve o problema mostrando que “infinitas etapas” podem somar um total finito.

Referência curta

Zenão de Eleia — paradoxo clássico (séc. V a.C.). Interpretação moderna: séries e limite (Análise matemática).

Conclusão: o paradoxo de Zenão não demonstra que movimento é impossível; demonstra que tratar o infinito exige precisão matemática. Filósofos e matemáticos ainda discutem variações do argumento para explorar a natureza do espaço, do tempo e da continuidade.

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